quarta-feira, 27 de agosto de 2008

pedaços celestes

Caminho olhando para o chão, procurando pedaços que me faltam. Ora mancando, ora me arrastando, vivo buscando. Ansiando encontrar tudo aquilo que perdi, que roubaram ou, até mesmo, que nasci sem. De todas as deficiências que me cabem, a única que não me deixa é a incansável vontade de amar. E é isso que me faz, muitas vezes, mudar o foco do olhar. Por ora, paro de olhar para o chão e avisto o céu, infinito de graça e beleza. Olho e procuro as pernas, os braços e os corpos das estrelas para integrar ao meu próprio corpo. E então, finalmente, poder olhar pra frente.

2 comentários:

Giovanna Cóppola disse...

De todas as deficiências que me cabem, a única que não me deixa é a incansável vontade de amar. Essa deficiência, na realidade, nos deixa estafadas, mas somos fortes (ou tolas) o suficiente para não cansar, por mais contraditório que pareça. Tudo é uma contradição. A vida é feita de contradições. Amar é uma contradição, viver é a maior delas. Sigamos vivendo! Beijo, queridona!!

Guta Brandt disse...

seguiremos, sempre...mas, sobrevivendo!
não é?
até que um dia deixemos a nossa sobrevida para, finalmente, podermos viver!