domingo, 3 de agosto de 2008

fortaleza

Eu queria parar. Preciso parar. Parar de ser forte, viver em fortaleza. Fortaleza falsa, que não me protege e que, apenas, mostra-se firme na hora de levar as pancadas, muitas, que a vida me dá. Nada me derruba e, se me curvo, logo volto à posição inicial. Não quebro, apenas me machuco. Perco pedaços e eles, à primeira mostra de esperança, se refazem. No corpo, muros de uma fortaleza, restam as marcas. Muitas, afinal. Mas, sou fortaleza cega, não vejo as marca e apenas sinto-as. Fortaleza cega e burra, ainda. Pois, não vejo e não aprendo. Queria despir-me dos muros, liberar as do portão que me fecha e liberar a prisioneira mulher que vive dentro de mim. Ela precisa sofrer, desfalecer. Ao menos uma vez.

Um comentário:

Giovanna Cóppola disse...

Hoje você pegou o dia para me deixar sem saber o que dizer, isso sim. Ao menos uma vez, te deixarei com suas próprias palavras para que você perceba o quão grande elas são, e para que perceba, também, o quão grande você é.