sexta-feira, 31 de agosto de 2007

flor

Era tudo tão bonito. Era tudo tão perfeito. A nossa vida era tão certa, tão boa. A felicidade invadia, não pedia licença para entrar. Ela simplesmente entrava, bela, graciosa. Como uma flor, pequena flor, que nasce em meio ao caos das montanhas vazias. A flor é única. Ela simplesmente nasce, não escolhe o lugar, nem o dia, nem o momento mais apropriado. E seu único objetivo é sobreviver, é superar o frio da montanha, as tempestades do inverno, para, mais uma vez, aparecer bela durante a primavera. A nossa flor não resistiu. As montanhas eram muito distantes, não barravam o vento frio que soprou durante o inverno. Agora é setembro, chegou a primavera. E cadê a flor? Ela está lá, estática, parada, acabada. Repousa no chão gélido da montanha. Está secando, apodrecendo ao sol de setembro.

3 comentários:

Giovanna Cóppola disse...

Então... posso te mandar às favas? :D
Isso me lembrou um texto que escrevi com essa bendita flor no meio também hehehe, depois vou ver se acho pra te mostrar.
Adoro-te!
Beijão!

Gabi disse...

O vento e os pássaros levam as sementes... e as flores podem nascer de novo nos locais menos prováveis...

Beijoooss!!

Guta Brandt disse...

mas nunca mais nascerá a mesma flor...

adoro vcs duas!