quarta-feira, 23 de julho de 2008

marca ácida

Face vermelha, queimada. Rubro rastro deixado pelo pequeno córrego de lágrimas. Pequeno, mas constante. Ácido cortante que escorre de meus olhos. Tão ácido que me cega, só consigo senti-lo. O turbilhão de águas volumosas que outrora derramava, aos poucos foi diminuindo. A água de meu corpo, devagar, foi tornando-se escassa. Escassez quase desértica. Deserto de sentimentos, clima árido que impede qualquer semente de gerar frutos ou árvore frondosa. A única vida que ainda resiste são meus olhos cegos. E o único liquido que de mim escorre é a salgada lágrima que me destrói. Preferia a tromba d’água que me arrebentava os olhos furiosamente. O choro fraco e constante é o que mais dói a alma agora.

Um comentário:

Giovanna Cóppola disse...

Choro fraco, choro garoa, nos torna ainda mais fracas, bem pior que choro cachoeira. Mas você é forte, eu sei disso, e você também sabe. Eu nunca serei a pessoa que irá te dizer "você deve esquecer, você deve mudar, você TEM que conseguir". Você não deve nada, não deve nada a ninguém, você tem que seguir assim, do jeito que deve ser, do jeito que as coisas caminham por si próprias, sem interferências, e sem pensar se te faz bem ou mal, porque existem assuntos e sentimentos que estão acima da nossa capacidade de mudança. Siga em frente, não importa como! Siga como deve ser! Beijo!