sexta-feira, 2 de outubro de 2009
quase
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Parada Lésbica
A patir dessa semana começarei a escrever para o site Parada Lésbica, um site feito para meninas (que gostam de meninas) e que traz informações e discussões acerca do movimento LGBT.
A quem interessar, aí está o link do meu perfil no site:
http://paradalesbica.com.br/sobre-nos/redatoras/maria-augusta-brandt/
Beijos,
Guta
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
(in)consciente, (a)normal
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Cruce del oceáno...
terça-feira, 12 de maio de 2009
"luz-ciana"
quinta-feira, 7 de maio de 2009
quase partida
quarta-feira, 22 de abril de 2009
bipartida
domingo, 23 de novembro de 2008
invasão consentida
Chegou assim, sem falar nada. Mudamente, como se sempre estivesse estado ali, sentou-se no sofá da sala. Sentou, esticou as pernas, ligou a televisão (e ainda escolheu o canal). Cansada da TV, procurou o som. Espalhou meus discos, prateleira tão organizada. Trouxe, assim, música para os meus dias. Trilha sonora calada, canção de ninar para os sonhos. Foi até a cozinha, abriu as panelas, deixou as gavetas abertas e me disse o que queria para o jantar. A sobremesa? Por sua conta. Doce, infinitamente doce, açúcar aliviando a tensão dos dias amargos. Cansada da longa viagem até onde estamos, foi tomar banho. Tomou, usou meu sabonete e estendeu a sua toalha sobre a minha. Fiz a cópia das chaves, assim você nem precisa bater. Simplesmente entra, sem pedir sequer permissão para permanecer.
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
viagem astral
Dias são anos, ou anos são dias? Há dias te encontrei. Há anos te conheço. Idéias palavras, conversas (ainda que mudas). Um trem, um destino, a primeira viagem. Um pretexto para mais uma tarde. Longas horas (sempre tão curtas!). E a viagem? Calçadas, ruas, um museu e um transatlântico que sumiu. Imagens, lembranças. Retorno. Outro trem. Músicas falam mais e o silêncio grita. Voltamos. A mesma cidadela, o mesmo cenário. Novas horas, porém. A minha viagem, a sua viagem. Enfim, a nossa viagem.
Leandra
Você chega e nem fala nada. Olhares vagos por aí, algum lugar, palavras perdidas ou, encontradas. Encontradas por quem as espera e, sobretudo, entende a busca. Minha e sua? Só sua , só minha? Os caminhos são distintos, os objetivos parecidos apesar de toda a diferença. Não há nada que nos faça igual e sobretudo há algo que nos une. São sentimentos, sensações, idéias. Tudo muda quando estamos perto. Proximidade essa que não sou capaz de compreender. Porque conheço somente aquela que os laços de sangue me deram ou que os vazios laços de amor me proporcionaram. Reconhecimento de almas? Talvez, quem pode dizer o contrário? Sei que te conheço. E, o que desconheço, a cada dia me faz querer conhecer por completo.
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
por mar ou terra
Ora piscina cheia, ora tanque seco, vazio completo. Emoções que transbordam, vazios que me inundam. Ando ou nado por aí. Nunca sei, o tempo muda tão depressa, o rio sempre enche tão rápido. Na bolsa carrego sapatos ou nadadeiras. São sempre úteis para explorar meus caminhos solitários ou as minhas enchentes de emoções. Emoções que extravasam. Transbordam o enorme tanque da minha alma. Tanque raso que esgota a mesma água que transborda num instante. Minhas ruas são canais. Meus canais são calçadas pedregosas, mal acabadas. Mas, imperfeitas ou não, insistem em apontar-me caminhos. Sigo, mas me perco. Me perco e me encontro. Me encontro por aí, trocando passos com estranhos ou velhos conhecidos imaginários, tropeçando nas minhas próprias pernas, cadarços e nadadeiras. Sou nada mais que um grande emaranhado de galerias pluviais, fluviais, eu que sei. Não sei suas classificações. Sei que não me encontro. Sei que me encontro. E, sobretudo, sei que sou sempre eu. Sempre a mesma percorrendo os caminhos do mesmo velho cenário.
cárcere privado
Complexidade inútil que me persegue. Perseguição que me assombra. Por que é preciso sentir? Não quero mais o dom de mergulhar na complexidade alheia. Já basta a minha própria. Sempre de olhos fechados, tateando às cegas momentos que esbarram em mim. Momentos e caminhos que não são meus. Esbarram e me derrubam, tamanha é a intensidade do choque. Choque que me choca. Choca ou deixa estáticos os meus sentidos. Choque de luz para os meus olhos. Luz demais também cega. Claros e escuros, olhos turvos. Vejo, então, para dentro. Obrigada a olhar para dentro de mim. Não sei se gosto do que vejo. E, se gosto, não sei se compreendo. Me imaginava mais forte. E, agora, o que eu vejo de fato? Vejo um vulto de uma alma apressada em se esconder. Se esconde de que? Não sei. E nem ela sabe. Alma pequenina, torpe menininha. Reflexo da carne. Logo, também é cega. Turva como meus olhos. Fechada na escuridão de mim. Debate-se num emaranhado de veias. Afoga-se no meu sangue. Sangue que a mata e também a deixa viva. Abro, forçadamente, os olhos, janelas da minha alma. Arregalo-os. Será que alguém pode ver a pobre alma que se debate?
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
mantras
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
proteção mútua
Se você estivesse aqui, certamente, estaria melhor. Meus dias seriam preenchidos pela presença única que você representa. Teria com quem dividi-los. Haveria, também, com quem dividir o peso das horas. Não mais navegaria as minhas lágrimas sozinha. Nos dias felizes, sairíamos juntas. Você iria gostar das praças daqui. Sentaríamos à sombra de uma árvore e ficaríamos ali, na mudez de uma tarde. Sei que você não gosta de caminhar sob o sol. Mas, aqui, venta bastante, não esquenta tanto. Você só não iria gostar do inverno, chove muito. Mas aí poderíamos te comprar sapatinhos. Aqui você também pode dormir bastante. Dormiríamos juntas a siesta, nos faríamos companhia. Queria que você estivesse comigo. Eu te protegeria da chuva e te acordaria nos seus pesadelos. E você me protegeria do mundo. Não mais haveria solidão.
doce mel
Hoje estou com saudades de você. Todos os dias estou, é claro. Mas hoje, especificamente, queria – ou precisava – te pegar no colo, minha doce "menina". Queria te abraçar, olhar nos seus olhos – profundo olhar que ninguém é capaz de compreender. Queria brincar com você e retomar meu lado criança, como só você é capaz de fazer. Queria te arrumar, cuidar, arrumar seu "cabelo". Só eu entendo e, só você é capaz de me entender. O entendimento é mudo, plenitude sem palavras – elas são desnecessárias. Ninguém seria ou será capaz de entender cada linha do que digo. Nem mesmo você, querida menina alheia às palavras. No entanto, não cansaria de repeti-las, mesmo que mudamente, imersa num silêncio – e cumplicidade – profundo. Silêncio que fala e que, como tudo, só nós conseguimos entender. Amigas? Não. Somos, talvez, o mesmo universo. Universo particular meu e seu. Companheirismo único, incompreensível aos olhos vazios de quem, apenas, observa. Sinto falta de ti, doce pedaço de mim que ficou. Queria estar contigo, agora, "menina Mel".
.jpg)